Sala de Conselho de Luís XV no castelo de Fontainebleau

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  Plinio Corrêa de Oliveira O gênero de beleza evoluiu do tempo de Luís XIV para o de Luís XV. Enquanto a nota do raffiné de Luís XIV era o imponente, na época de Luís XV o raffiné é o gracioso. Um esplêndido gracioso, mas é um valor menor que o imponente. Nesta sala do castelo de Fontainebleau(*) notem as formas arredondadas em tudo. Entretanto, os ângulos retos exprimem muito mais a força do que o arredondado, o qual exprime o jeito, a conciliação, o sorriso. Por outro lado, as cores se tornam mais delicadas. O ar triunfal, que manifestavam…

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Popularidade do fazendeiro na tradição brasileira

    Até há bem pouco tempo, o fazendeiro era objeto da consideração e da estima indiscutida de todas as camadas sociais do País. Sua figura, como ela se delineou nas primeiras décadas deste século, é bem conhecida de todos. Senhor de terras adquiridas pelo trabalho árduo e honrado ou por uma legítima sucessão hereditária, não se contentava em tirar delas, preguiçosamente, o estrito necessário para sua subsistência e a dos seus. Pelo contrário, movido por um nobre anseio de crescente bem-estar e ascensão cultural, aspirava ele ao pleno aproveitamento da fonte de riqueza que tinha em mãos. Para isto,…

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A cerimonia de lavapés na corte espanhola

  O que será lido é o contrário da idéia comum que a Revolução procura espalhar entre as pessoas de pouca cultura a respeito do pretenso orgulho dos Reis e da nobreza em geral, bem como o desdém que teriam tido em relação aos pobres. Pelo contrário, na Corte de Espanha se realizava uma cerimônia litúrgica de lavapés de mendigos. O próprio Rei lavava os pés dos mendigos. • A cerimônia do Lavapés, iniciada por São Fernando III Sublimidade, Humildade e Serviço refletidos em uma cerimônia multissecular: os Reis, secundados por Grandes de Espanha, lavam os pés de mendigos na…

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Um grande exemplo é muito mais do que realizar uma grande obra

                       “A 24 de julho de 1784 recebia o véu no Carmelo Mademoiselle Camille de Soyecourt [1757-1849], filha da mais alta nobreza da França. Jovem, entretanto, tão franzina e sofrendo, segundo os médicos, de uma moléstia incurável do coração, que todos julgavam não poder permanecer mais que seis meses no convento. Contudo, ela não somente sobreviveu muitos anos, como sem dúvida sua personalidade teve destaque notável, embora desconhecido, na preservação do Carmelo de Paris durante a Revolução.           Em 1792, seu convento foi invadido e as…

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A carruagem

  Em relação aos veículos modernos: progresso ou retrocesso? Carruagem ou trono ambulante? Evidentemente, a foto é de uma carruagem, mas lembra um trono. Tudo nela foi estudado em função do passageiro. Em primeiro lugar, considere-se a parte prática: as rodas e as molas para que, nas estradas daquele tempo, a carruagem se movimentasse sem solavancos. Entretanto, além desse aspecto prático, houve a intenção de fazer bem ao passageiro e orná-la com formas elegantes. Notamos elegância, espírito prático e conforto! Observem também os belos cristais luminosos para ornar as janelas. Estas, quando abertas, enchem de ar fresco este trono ambulante.…

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O culto do número e o mecanicismo revolucionário

Vaso de porcelana de Sèvres - Exemplo de qualidade nascida da Cultura (foto: P. poschadel) Número é uma palavra que supõe a noção de quantidade. Bem distinta desta é a noção de qualidade. O culto do número é o estabelecimento de uma ordem de coisas na qual a quantidade seja critério supremo. Evidentemente, tal ordem de coisas é profundamente distinta de outra em que se colocasse no devido realce o fator "qualidade". Na concepção revolucionária, essencialmente igualitária, o fator qualidade é necessariamente prejudicado em favor da quantidade. Pois se todos são iguais devem ter a mesma cultura, a mesma educação,…

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Conselheiro João Alfredo

  Dr. João Alfredo Corrêa de Oliveira (1835-1919), tio-avô de Plinio e presidente do Conselho de Ministros do Império, autor da célebre lei Áurea que, em 1888, aboliu a escravidão no Brasil Ignoramos as razões por que o riquíssimo arquivo deixado pelo conselheiro João Alfredo ainda não tentou o talento e a curiosidade de algum biógrafo. Nesse arquivo, ao par de documentos históricos de primeiro valor figuram trabalhos do conselheiro ainda inéditos, entre os quais uma história da Revolução de 1817 em que é cabalmente demonstrada a tese de que a maior parte de seus cabecilhas não desejava a proclamação…

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A legitimidade por excelência

  Em geral, a noção de legitimidade tem sido focalizada apenas com relação a governos. Atendidos os ensinamentos de Leão XIII na Encíclica Au Milieu des Solicitudes, de 16 de fevereiro de 1892, não se pode entretanto fazer tabula rasa da questão da legitimidade governamental, pois é questão moral gravíssima que as consciências retas devem dar toda a  atenção. Porém não é só a este gênero de problemas que se aplica o conceito de legitimidade. Há uma legitimidade mais alta, aquela que é a característica de toda ordem de  coisas em que se torne efetiva a Realeza de Nosso Senhor Jesus…

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Rainhas Maria Stuart e Maria Antonieta: sublimadas pela morte

  A História dá exemplo de vários reis e rainhas que, enquanto tais, tiveram uma atuação e um comportamento muito a desejar, tanto por seus erros como por suas omissões, tanto na esfera política como no campo moral. Tais governantes, entretanto, confrontados com uma situação de infortúnio, que para eles se configurava como a condenação à morte violenta, souberam encará-la com serenidade e espírito de fé, transformando o cadafalso em que subiram no pedestal de sua própria grandeza. Desses exemplos históricos, escolhemos o de duas rainhas, que parecem ser dos mais significativos: Maria Stuart e Maria Antonieta. Maria Stuart (1542-1587)…

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Carlos Magno exorta bispos e abades a alfabetizarem todos os que possam aprender

  Santo Amando, bispo de Maastricht, dita seu testamento. Vida e milagres de Santo Amando, século XII. Biblioteca Municipal de Valenciennes, Ms.501, f.58v-59   No livro “Charlemagne” de Alphonse Vétault (Tours, Ed. Alfred Mame et fils, 1876) se encontra uma Epístola ad Baugulfum abbatem Fuldens. É uma carta do imperador Carlos Magno endereçada a esse abade de Fuldens: Carlos, pela graça de Deus, rei dos Francos e dos Longobardos, patrício dos Romanos, em nome de Deus Todo-Poderoso, saudação. Há frases aqui que cantam e tem uma grandiloquência que não se sabe como elogiar: “Carlos, pela graça de Deus, rei dos Francos e…

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Esplendor e elevação nos trajes nobres

Interessante mostra em Versalhes despertou a admiração do público, atraído pela beleza e elevação cultural de séculos passados Marcelo Dufaur Paris –– A mão é de um adolescente apenas saído da infância. Delicada e régia, franzina e forte, envolvida em rendas e sedas, pérolas e pedras preciosas, esboçando um gesto discreto mas soberano, a mão de Luís XIV na idade de assumir o trono foi o símbolo escolhido pelos organizadores da exposição “Fastos de corte e cerimônias reais”, que teve lugar no palácio de Versalhes [foto ao lado]. A mostra ressaltou o espírito aristocrático na Europa dos séculos XVII e XVIII, expondo desde vestimentas para…

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A missão providencial do Brasil

,   Se analisarmos as origens psicológicas e morais de nossa Pátria, vemos que, de Portugal herdamos a bondade, a valentia e um certo senso prático que não descola da realidade. Dos negros recebemos uma apetência para o colorido, o maravilhoso. Dos índios, a esperteza. O resultado: um espírito brasileiro extremamente variegado, sutil, com facilidade para fazer correlações entre as coisas e grande senso do universal. Uma senhora paulista que conheci, de tradicional família de quatrocentos anos, exprimiu certa vez o ideal de vida dela, mas que era, no fundo, o ideal de vida do brasileiro. Dizia ela para seu…

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O tipo humano ideal do nobre católico

 São Luis IX, rei de França: modelo de monarca, nobre, cavaleiro e cruzado A função mais importante da nobreza era participar no poder do rei. Os nobres exerciam em ponto pequeno, no lugar onde possuíam suas terras, uma missão parecida com a do rei em seu reino. Os grandes nobres eram conselheiros do monarca. Quando este julgasse necessário, tinha o direito de exigir o comparecimento daqueles à capital do reino para a reunião do Conselho. Ali eles eram obrigados em consciência - o que na Idade Média tinha o valor de um compromisso formal - a dar honestamente sua opinião…

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