São Casimiro, príncipe polonês
Principe São Casimiro

São Casimiro, príncipe polonês

  “São Casimiro, príncipe polonês, nascido em 1458, foi o terceiro filho de Casimiro III, rei da Polônia e Isabel da Áustria, filha do imperador Alberto III. Seu preceptor foi João Dugloss, cônego da catedral e historiador da Polônia, homem cultíssimo e profundamente virtuoso e que exerceu benéfica influência sobre o jovem príncipe. Este, criança ainda, dedicou-se às práticas de mortificação e piedade. Usava um cilício sob seus trajes de corte e seu espírito era tão unido a Deus, que sua paz interior manifestava-se numa grande serenidade de rosto. Amava profundamente a Igreja e uma coisa se lhe tornava clara, a partir…

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Verdadeira fidalguia: humildade e grandeza

  Uma sociedade imoral ou amoral, que já não sente na consciência e já não demonstra nos actos a distinção entre o bem e o mal, que já não se horroriza com o espectáculo da corrupção, que a desculpa e que a ela se adapta com indiferença, que a acolhe com favor, que a pratica sem perturbação nem remorsos, que a ostenta sem rubor, que nela se degrada, que se ri da virtude, está no caminho da ruína.   A alta sociedade francesa do século XVIII foi, entre muitos outros, um trágico exemplo disso. Nunca uma sociedade foi mais refinada,…

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Um edifício para comemorar a Independência do Brasil

  Em 23 de novembro de 1884, a Princesa Isabel escrevia em seu diário: “O campo do Ipiranga é muito bonito e daí tem-se vista magnífica. Quando o belo monumento, de que o Betzi (sic!) me mostrou o plano, estiver pronto e daí houver um boulevard até o Brás, poderemos dizer que temos com que comemorar o fato da Independência de nosso país”.   (...)   A construção de um grandioso monumento que lembrasse às gerações futuras a proclamação da Independência, no mesmo lugar em que se tinha dado o histórico acontecimento, estava preocupando há muito não só os paulistas,…

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A Rosa de Ouro
A condecoração papal denominada Rosa de Ouro

A Rosa de Ouro

Agradecemos à Princesa Isabel o fato de ter nos proporcionado a libertação, merecendo por isto, do Papa Leão XIII, o prêmio da Rosa de Ouro que hoje se encontra no Acervo da Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro, tendo-a a Cúria recebido das mãos do Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleaens e Bragança, neto da Redentora. Convém lembrar que a distinção conferida por Sua Santidade, outorgava um fabuloso prestígio muito difícil de aquilatar em nossos dias. Para se ter uma pálida idéia, o Prêmio Nobel não é nem sombra do apoteótico prestígio que conferia a Rosa de Ouro naqueles idos…

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Marquês de Comillas, varão forte, Grande de Espanha e Servo de Deus
Don Cláudio de López Bru, segundo Marquês de Comillas Nasceu em Barcelona, a 14 de maio de 1853 e faleceu em Madri, a 18 de abril de 1925. Seu nome completo era Claudio Segundo Bonifacio Antonio López del Piélago y Bru. Filho de Antonio López y López e de Luisa Bru, foi o quarto dos filhos nascidos. Doutorado em Direito pela Universidade de Barcelona. Em 1881 casou-se com María Gayón Barrié. Não teve descendência. Herdou de seu pai, falecido a 16 de janeiro de 1883, os títulos de Marquês e "Grande de Espanha", além de vultosa fortuna. Em 1945, teve início seu processo de beatificação.

Marquês de Comillas, varão forte, Grande de Espanha e Servo de Deus

  Tenho em mãos  uma biografia do segundo Marquês de Comillas, extraída do próprio processo de beatificação, e posta ao alcance do público pelo próprio postulador de sua causa. Portanto é um documento dos mais seguros. O título é: "Un Marqués Modelo" - "El Siervo de Dios, Cláudio de López Bru, Segundo Marqués de Comillas". "Por el Rvdo. Pe. Eduardo F. Regatillo SJ (da Companhia de Jesus), Postulador", Sal Terrae, Santander, 1950. * A vida do primeiro Marquês de Comillas, filho de uma mendiga O pai dele era um homem que tinha nascido na mendicância e tinha feito fortuna. Eram…

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Um santo cuja memória incomodava Henrique VIII
Martírio de São João Becket - Foto: Wolfgang Sauber

Um santo cuja memória incomodava Henrique VIII

  Foi particularmente feroz o procedimento contra a memória de Tomás Becket, só pelo temor de que seu exemplo pudesse arrastar outros a opor-se à autoridade espiritual do rei. A 24 de abril de 1538, Tomás Becket foi citado formalmente para que comparecesse em juízo e desse conta de si. Como o santo, depois de trinta dias, empenhasse em não sair de sua sepultura, onde descansava havia três séculos e meio, o Rei, por graça, concedeu-lhe um defensor. Tomás foi declarado culpado de rebelião, de contumácia e traição. Seus ossos foram queimados, as preciosidades de seu sepulcro confiscadas para o…

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Joaquim Nabuco encontra o Papa
Embaixador Joaquim Nabuco

Joaquim Nabuco encontra o Papa

Um episódio da Abolição, a minha ida a Roma em começo de 1888, contarei aqui, porque será um elo em minha vida, um toque insensível de despertar para partes adormecidas de minha consciência. (...) Roma estava repleta de peregrinos por causa do jubileu, no Vaticano o trabalho era enorme; apesar disso, consegui abrir caminho até o Santo Padre. Em 16 de fevereiro eu apresentava meu memorial ao Cardeal Rampolla. Hoje eu o teria redigido de outro modo, mas hoje não tenho mais o ardor do propagandista. (...) Sua Santidade concedeu-me uma audiência particular. Dei conta dela no mesmo dia, escrevendo…

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Um cemitério de pessoas ilustres
Jazigo do Barão de Antonina, no Cemitério da Consolação

Um cemitério de pessoas ilustres

Toda cidade católica reverencia piedosamente seus mortos ilustres. E São Paulo foi uma cidade muito católica, além de possuir aspectos marcadamente aristocráticos. Essa simbiose católico-aristocrática ainda pode ser percebida no ambiente imponderável do cemitério da Consolação. As grandes famílias que constituíram o cerne da vida social, cultural, política ou econômica da cidade depositaram nesse campo-santo os restos de seus entes queridos que esperam a ressurreição do último dia. Sente-se ali uma paz e uma suavidade cheia de elevação. E, notadamente junto a certos túmulos, um convite à oração calma e esperançosa.     Gregório Vivanco Lopes - Revista "Catolicismo" -…

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Visconde de Ouro Preto
Afonso Celso de Assis Figueiredo - Visconde de Ouro Preto, Ministro do Império brasileiro

Visconde de Ouro Preto

Afonso Celso de Assis Figueiredo (Visconde de Ouro Preto) Ministro do Império brasileiro   Em junho de 1889, ao apresentar-se o novo ministério na Câmara dos Deputados, o deputado padre João Manuel declarou-se republicano, e concluiu o seu discurso bradando: “Viva a República!” Levantando-se, o Visconde de Ouro Preto retrucou energicamente: — Viva a República, não! Não e não! Pois é sob a Monarquia que temos obtido a liberdade que os outros países nos invejam, e podemos mantê-la em amplitude suficiente para satisfazer as aspirações do povo mais brioso. Viva a Monarquia! Forma de governo que a imensa maioria da…

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IMPERATRIZ LEOPOLDINA – O BRASIL INDEPENDENTE LHE DEVE GRATIDÃO ETERNA

Participação decisiva da Imperatriz Leopoldina na nossa Independência A atitude de D. Leopoldina, defendendo os interesses brasileiros, acha-se eloqüentemente estampada na carta que escreveu a D. Pedro I, por ocasião da Independência do Brasil: “É preciso que volte com a maior brevidade. Esteja persuadido de que não é só o amor que me faz desejar mais que nunca sua pronta presença, mas sim as circunstâncias em que se acha o amado Brasil. Só a sua presença, muita energia e rigor podem salvá-lo da ruína”. Os historiadores reconhecem a grande participação que teve D. Leopoldina nos acontecimentos que prepararam a Independência.…

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O maior feito de cavalaria
São Miguel Arcanjo em vitral da Kilianskirche em Heilbronn (foto: Joachim Kohler)

O maior feito de cavalaria

O feito de armas primordial de São Miguel Arcanjo é glorificado por Jean Molinet como "o maior feito de cavalaria e das proezas cavalheirescas jamais realizado" Foi do arcanjo que "a cavalaria terrestre e as proezas cavalheirescas" extrairam a sua origem, e por isto imitam as hostes angélicas em volta do trono de Deus (HUIZINGA, o Declinio da Idade Média, p. 69)

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Firmeza de atitudes da Imperatriz Da. Amélia

  No Palácio de São Cristóvão, depois da bênção de núpcias de D. Pedro I com Da. Amélia de Leuchtenberg, o Imperador lhe apresentou os seus filhos. Com afetuosidades de comover, D. Amélia cobriu de abraços carinhosos, maternalmente, as princesinhas e o príncipe herdeiro. De repente, D. Pedro lembrou-se de sua filha adulterina, e pediu à Marquesa de Itaguaí: — Minha boa Francisca, vá buscar a duquesinha de Goiás. Aquela ordem foi um choque. Da. Amélia estremeceu. Secou-lhe bruscamente o sorriso nos lábios. Com voz firme, fitando o Imperador nos olhos, disse: — Majestade! Poupe-me a dor dessa apresentação. Eu…

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A sociedade inspirada na realeza de Cristo
"A piedade é útil para tudo, encerrando as promessas da vida presente e as da vida futura, nos ensina o Apóstolo das Gentes

A sociedade inspirada na realeza de Cristo

  Do século I ao XIII (...) Nosso Senhor Jesus Cristo, com Seu Novo Testamento, foi o Doutor ouvido, o guia seguido, o Rei obedecido. Sua realeza era reconhecida a tal ponto pelos príncipes e pelos povos, que eles a proclamavam até em suas moedas. Sobre estas era gravada a Cruz, sinal augusto (... ) do espírito de sacrifício, oposto à idéia pagã do espírito de prazer. À medida que o espírito cristão penetrava nas almas e nos povos, almas e povos progrediam na luz e no bem e se elevavam pela única razão de que viam sua felicidade no alto…

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