Marquês de Comillas, varão forte, Grande de Espanha e Servo de Deus
Don Cláudio de López Bru, segundo Marquês de Comillas Nasceu em Barcelona, a 14 de maio de 1853 e faleceu em Madri, a 18 de abril de 1925. Seu nome completo era Claudio Segundo Bonifacio Antonio López del Piélago y Bru. Filho de Antonio López y López e de Luisa Bru, foi o quarto dos filhos nascidos. Doutorado em Direito pela Universidade de Barcelona. Em 1881 casou-se com María Gayón Barrié. Não teve descendência. Herdou de seu pai, falecido a 16 de janeiro de 1883, os títulos de Marquês e "Grande de Espanha", além de vultosa fortuna. Em 1945, teve início seu processo de beatificação.

Marquês de Comillas, varão forte, Grande de Espanha e Servo de Deus

  Tenho em mãos  uma biografia do segundo Marquês de Comillas, extraída do próprio processo de beatificação, e posta ao alcance do público pelo próprio postulador de sua causa. Portanto é um documento dos mais seguros. O título é: "Un Marqués Modelo" - "El Siervo de Dios, Cláudio de López Bru, Segundo Marqués de Comillas". "Por el Rvdo. Pe. Eduardo F. Regatillo SJ (da Companhia de Jesus), Postulador", Sal Terrae, Santander, 1950. * A vida do primeiro Marquês de Comillas, filho de uma mendiga O pai dele era um homem que tinha nascido na mendicância e tinha feito fortuna. Eram…

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Um santo cuja memória incomodava Henrique VIII
Martírio de São João Becket - Foto: Wolfgang Sauber

Um santo cuja memória incomodava Henrique VIII

  Foi particularmente feroz o procedimento contra a memória de Tomás Becket, só pelo temor de que seu exemplo pudesse arrastar outros a opor-se à autoridade espiritual do rei. A 24 de abril de 1538, Tomás Becket foi citado formalmente para que comparecesse em juízo e desse conta de si. Como o santo, depois de trinta dias, empenhasse em não sair de sua sepultura, onde descansava havia três séculos e meio, o Rei, por graça, concedeu-lhe um defensor. Tomás foi declarado culpado de rebelião, de contumácia e traição. Seus ossos foram queimados, as preciosidades de seu sepulcro confiscadas para o…

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Joaquim Nabuco encontra o Papa
Embaixador Joaquim Nabuco

Joaquim Nabuco encontra o Papa

Um episódio da Abolição, a minha ida a Roma em começo de 1888, contarei aqui, porque será um elo em minha vida, um toque insensível de despertar para partes adormecidas de minha consciência. (...) Roma estava repleta de peregrinos por causa do jubileu, no Vaticano o trabalho era enorme; apesar disso, consegui abrir caminho até o Santo Padre. Em 16 de fevereiro eu apresentava meu memorial ao Cardeal Rampolla. Hoje eu o teria redigido de outro modo, mas hoje não tenho mais o ardor do propagandista. (...) Sua Santidade concedeu-me uma audiência particular. Dei conta dela no mesmo dia, escrevendo…

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Um cemitério de pessoas ilustres
Jazigo do Barão de Antonina, no Cemitério da Consolação

Um cemitério de pessoas ilustres

Toda cidade católica reverencia piedosamente seus mortos ilustres. E São Paulo foi uma cidade muito católica, além de possuir aspectos marcadamente aristocráticos. Essa simbiose católico-aristocrática ainda pode ser percebida no ambiente imponderável do cemitério da Consolação. As grandes famílias que constituíram o cerne da vida social, cultural, política ou econômica da cidade depositaram nesse campo-santo os restos de seus entes queridos que esperam a ressurreição do último dia. Sente-se ali uma paz e uma suavidade cheia de elevação. E, notadamente junto a certos túmulos, um convite à oração calma e esperançosa.     Gregório Vivanco Lopes - Revista "Catolicismo" -…

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Visconde de Ouro Preto
Afonso Celso de Assis Figueiredo - Visconde de Ouro Preto, Ministro do Império brasileiro

Visconde de Ouro Preto

Afonso Celso de Assis Figueiredo (Visconde de Ouro Preto) Ministro do Império brasileiro   Em junho de 1889, ao apresentar-se o novo ministério na Câmara dos Deputados, o deputado padre João Manuel declarou-se republicano, e concluiu o seu discurso bradando: “Viva a República!” Levantando-se, o Visconde de Ouro Preto retrucou energicamente: — Viva a República, não! Não e não! Pois é sob a Monarquia que temos obtido a liberdade que os outros países nos invejam, e podemos mantê-la em amplitude suficiente para satisfazer as aspirações do povo mais brioso. Viva a Monarquia! Forma de governo que a imensa maioria da…

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IMPERATRIZ LEOPOLDINA – O BRASIL INDEPENDENTE LHE DEVE GRATIDÃO ETERNA

Participação decisiva da Imperatriz Leopoldina na nossa Independência A atitude de D. Leopoldina, defendendo os interesses brasileiros, acha-se eloqüentemente estampada na carta que escreveu a D. Pedro I, por ocasião da Independência do Brasil: “É preciso que volte com a maior brevidade. Esteja persuadido de que não é só o amor que me faz desejar mais que nunca sua pronta presença, mas sim as circunstâncias em que se acha o amado Brasil. Só a sua presença, muita energia e rigor podem salvá-lo da ruína”. Os historiadores reconhecem a grande participação que teve D. Leopoldina nos acontecimentos que prepararam a Independência.…

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O maior feito de cavalaria
São Miguel Arcanjo em vitral da Kilianskirche em Heilbronn (foto: Joachim Kohler)

O maior feito de cavalaria

O feito de armas primordial de São Miguel Arcanjo é glorificado por Jean Molinet como "o maior feito de cavalaria e das proezas cavalheirescas jamais realizado" Foi do arcanjo que "a cavalaria terrestre e as proezas cavalheirescas" extrairam a sua origem, e por isto imitam as hostes angélicas em volta do trono de Deus (HUIZINGA, o Declinio da Idade Média, p. 69)

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Firmeza de atitudes da Imperatriz Da. Amélia

  No Palácio de São Cristóvão, depois da bênção de núpcias de D. Pedro I com Da. Amélia de Leuchtenberg, o Imperador lhe apresentou os seus filhos. Com afetuosidades de comover, D. Amélia cobriu de abraços carinhosos, maternalmente, as princesinhas e o príncipe herdeiro. De repente, D. Pedro lembrou-se de sua filha adulterina, e pediu à Marquesa de Itaguaí: — Minha boa Francisca, vá buscar a duquesinha de Goiás. Aquela ordem foi um choque. Da. Amélia estremeceu. Secou-lhe bruscamente o sorriso nos lábios. Com voz firme, fitando o Imperador nos olhos, disse: — Majestade! Poupe-me a dor dessa apresentação. Eu…

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A sociedade inspirada na realeza de Cristo
"A piedade é útil para tudo, encerrando as promessas da vida presente e as da vida futura, nos ensina o Apóstolo das Gentes

A sociedade inspirada na realeza de Cristo

  Do século I ao XIII (...) Nosso Senhor Jesus Cristo, com Seu Novo Testamento, foi o Doutor ouvido, o guia seguido, o Rei obedecido. Sua realeza era reconhecida a tal ponto pelos príncipes e pelos povos, que eles a proclamavam até em suas moedas. Sobre estas era gravada a Cruz, sinal augusto (... ) do espírito de sacrifício, oposto à idéia pagã do espírito de prazer. À medida que o espírito cristão penetrava nas almas e nos povos, almas e povos progrediam na luz e no bem e se elevavam pela única razão de que viam sua felicidade no alto…

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Um ardil de Felipe Augusto
O rei Felipe Augusto sendo coroado

Um ardil de Felipe Augusto

  Um bailio de Filipe Augusto, Rei de França, cobiçava a terra deixada por um cavaleiro morto. Uma noite, em presença de dois carregadores que ele tinha pago, fez com que o morto fosse desenterrado, perguntou se queria vender sua terra e propôs-lhe um preço. Naturalmente, o defunto nem se mexeu. Quem cala, consente. Em seguida, algumas moedas foram postas em suas mãos, e o defunto recolocado em seu caixão. Com grande espanto, a viúva viu seus domínios usurpados e se dirigiu ao rei. Convocado, o bailio compareceu ladeado por suas duas testemunhas, que atestavam a realidade da venda. Filipe…

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São Paulo: de aldeia a metrópole, da simplicidade ao requinte

  Episódios familiares da antiga “SãoPaulinho”, revelam a vocação da cidade para um auge grandioso, numa sociedade aristocrática impregnada pelos princípios da Igreja Católica e pelo perfume da civilização européia   Dr. Eduardo: "A primitiva aldeia de São Paulo, pela atuação do Pe. Manuel da Nóbrega e do Pe. Anchieta, tornou-se um centro cultural incipiente. Era uma vida rude que exigia muita fibra. E nossos pioneiros a tiveram" Esta revista não poderia ficar alheia à comemoração dos 450 anos da fundação de São Paulo, pois faz parte de sua história. Com efeito, foi aqui que nasceu o grupo de católicos…

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A Revolução: direitos do homem contra os direitos de Deus
Mons. Gaume define a Revolução

A Revolução: direitos do homem contra os direitos de Deus

  Autor francês estimado por Pio IX, Mons. Jean Joseph Gaume, assim definiu a Revolução numa célebre página: “Se, retirando a máscara à Revolucao, lhe perguntardes: ‘Quem és tu?’ Ela vos dirá: ‘Eu não sou aquilo que as pessoas pensam de mim. De mim, muitos falam, mas poucos me conhecem. Eu não sou o carbonarismo, que conspira na sombra, nem a rebelião que brame nas ruas, nem a mudança da Monarquia em República, nem a substituição de uma dinastia por outra, nem a momentânea convulsão da ordem pública. Nao sou os urros dos Jacobinos, nem os furores da Montanha, nem os…

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São Gregório VII excomunga o imperador Henrique IV
Busto de São Gregório VII na Catedral de Salerno. Foto: F.Saidl

São Gregório VII excomunga o imperador Henrique IV

  O imperador Henrique IV levantou-se contra o Papa São Gregório VII. O príncipe pretendia ter poder sobre o Papa com base em sofismas e uma capciosa interpretação das Escrituras. Pretendia ainda, entre muitas coisas, ter poder para nomear bispos e destituí-los e até de depor o Sumo Pontífice. São Gregório VII excomungou-o uma primeira vez. Sentido-se abandonado pelos seus, Henrique IV foi pedir a absolvição ao Papa que se encontrava a bom resguardo no castelo da condessa Matilde, na Toscana. O imperador destituído passou três dias na neve, vestido de saco, implorando o perdão. Porém, seu coração era falso…

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