O nobre francês – Coragem, gentileza, distinção e beleza de gestos

                                                                                 Rei Francisco I e Imperador Carlos V         O nobre francês rivaliza em coragem com os mais corajosos dentre os fidalgos europeus. Sem embargo conserva uma gentileza, uma distinção, uma beleza de gestos que indicam o requinte de sua educação e da civilização que o formou.            Forte e ao mesmo tempo requintadamente civilizado, ele é o mais gentil, o mais amável na guerra como na paz; o mais brilhante na indumentária, tanto na guerra como no salão de festas; o mais cortês, o mais atencioso, até mesmo com prisioneiros de alta categoria que porventura tenha feito durante…

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Conselheiro João Alfredo

  Dr. João Alfredo Corrêa de Oliveira (1835-1919), tio-avô de Plinio e presidente do Conselho de Ministros do Império, autor da célebre lei Áurea que, em 1888, aboliu a escravidão no Brasil Ignoramos as razões por que o riquíssimo arquivo deixado pelo conselheiro João Alfredo ainda não tentou o talento e a curiosidade de algum biógrafo. Nesse arquivo, ao par de documentos históricos de primeiro valor figuram trabalhos do conselheiro ainda inéditos, entre os quais uma história da Revolução de 1817 em que é cabalmente demonstrada a tese de que a maior parte de seus cabecilhas não desejava a proclamação…

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Esplendor e elevação nos trajes nobres

Interessante mostra em Versalhes despertou a admiração do público, atraído pela beleza e elevação cultural de séculos passados Marcelo Dufaur Paris –– A mão é de um adolescente apenas saído da infância. Delicada e régia, franzina e forte, envolvida em rendas e sedas, pérolas e pedras preciosas, esboçando um gesto discreto mas soberano, a mão de Luís XIV na idade de assumir o trono foi o símbolo escolhido pelos organizadores da exposição “Fastos de corte e cerimônias reais”, que teve lugar no palácio de Versalhes [foto ao lado]. A mostra ressaltou o espírito aristocrático na Europa dos séculos XVII e XVIII, expondo desde vestimentas para…

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O tipo humano ideal do nobre católico

 São Luis IX, rei de França: modelo de monarca, nobre, cavaleiro e cruzado A função mais importante da nobreza era participar no poder do rei. Os nobres exerciam em ponto pequeno, no lugar onde possuíam suas terras, uma missão parecida com a do rei em seu reino. Os grandes nobres eram conselheiros do monarca. Quando este julgasse necessário, tinha o direito de exigir o comparecimento daqueles à capital do reino para a reunião do Conselho. Ali eles eram obrigados em consciência - o que na Idade Média tinha o valor de um compromisso formal - a dar honestamente sua opinião…

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O infortúnio é o pedestal da grandeza

  A nobreza pode e deve exercer sobre toda a sociedade uma influência tão grande ou maior do que a exercida pelos meios de comunicação nos dias atuais. E essa influência decorre, muito especialmente, das virtudes que os nobres devem ter e manifestar em sua atuação sobre a opinião pública. Esse fato irrita profundamente os líderes do macrocapitalismo publicitário. Com efeito, julgam eles que, para dirigir a opinião pública, basta ter fabulosas quantias de dinheiro, grandes máquinas impressoras, poderosos aparelhos que irradiam ou teletransmitem os fatos sensacionais na mesma hora em que ocorrem, etc. Tal idéia, porém, não corresponde à…

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São Francisco de Borja: glória da nobreza espanhola e da Companhia de Jesus

Grande de Espanha, Marquês de Lombay, Duque de Gandia, Vice-rei da Catalunha, Geral da Companhia de Jesus, iluminou sua época com invulgar sabedoria política e altas virtudes Plinio Maria Solimeo     O pequeno Ducado de Gandia, pertencente ao Reino de Valência, era governado no início do século XVI por Dom João de Borja. Sua mãe, viúva pela segunda vez aos 18 anos, logo que o filho pôde administrar o Ducado, retirou-se aos 33 anos de idade para o mosteiro de las Descalzas, como vulgarmente são denominadas na Espanha as monjas clarissas. Lá já se encontrava sua filha Isabel, que…

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Um palácio nascido da simplicidade franciscana

  Palácio Seráfico Às margens do escuro rio que separa o Estado do Paraná de Santa Catarina, na área metropolitana de Curitiba, palco de alguns episódios sangrentos durante a Revolução Federalista e a Guerra do Contestado, vive um povo laborioso e pacato, em duas ou três ocasiões flagelado por devastadora enchente do negro rio. Dotados de grande fé, os rionegrenses sempre elevaram seus corações ao alto nestas ocasiões trágicas de sua história. No ponto geograficamente mais alto da cidade se encontra um monumento que convida a população e a todos que por ali passem à consideração das coisas celestes. No…

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A missão católica na América, analisada pelo Presidente Teodoro Roosevelt

A fé católica inspirou aquela esplêndida floração do tempo dos Reis Católicos, de energias intelectuais e morais mais exuberantes que as dos bosques virgens desta América. Daqueles frutos sazonados do século do ouro espanhol ela criou o caráter hispano, robusto e viril, nobre e generoso, grave e valente até a temeridade; os sentimentos cavalheirescos daquela raça potente de heróis, sábios, santos e guerreiros, que nos parecem hoje legendários; daqueles corações indomáveis, daquelas vontades de ferro, daqueles aventureiros nobres e plebeus que, com pobres barcos de madeira, corriam a dobrar a terra e alargar o espaço, limitando esfericamente o Globo e…

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São Casimiro, príncipe polonês
Principe São Casimiro

São Casimiro, príncipe polonês

  “São Casimiro, príncipe polonês, nascido em 1458, foi o terceiro filho de Casimiro III, rei da Polônia e Isabel da Áustria, filha do imperador Alberto III. Seu preceptor foi João Dugloss, cônego da catedral e historiador da Polônia, homem cultíssimo e profundamente virtuoso e que exerceu benéfica influência sobre o jovem príncipe. Este, criança ainda, dedicou-se às práticas de mortificação e piedade. Usava um cilício sob seus trajes de corte e seu espírito era tão unido a Deus, que sua paz interior manifestava-se numa grande serenidade de rosto. Amava profundamente a Igreja e uma coisa se lhe tornava clara, a partir…

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Um edifício para comemorar a Independência do Brasil

  Em 23 de novembro de 1884, a Princesa Isabel escrevia em seu diário: “O campo do Ipiranga é muito bonito e daí tem-se vista magnífica. Quando o belo monumento, de que o Betzi (sic!) me mostrou o plano, estiver pronto e daí houver um boulevard até o Brás, poderemos dizer que temos com que comemorar o fato da Independência de nosso país”.   (...)   A construção de um grandioso monumento que lembrasse às gerações futuras a proclamação da Independência, no mesmo lugar em que se tinha dado o histórico acontecimento, estava preocupando há muito não só os paulistas,…

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Na era dos avós meninos
Pessoas idosas devem inspirar respeito e dignidade

Na era dos avós meninos

Salão decorado com certa gravidade. Móveis pesados, grande cortina, quadros e adornos que parecem ter valor. Tudo indica um interior calmo, de gente já madura, e economicamente farta e organizada. O físico dos dois personagens mais velhos é coerente com esta impressão. Num espaçoso sofá, estão duas senhoras ainda jovens, que devem ser as mães das seis crianças que se encontram na sala. Dir-se-ia uma plácida reunião de uma plácida família num plácido ambiente. Mas nesta reunião a excitação da vida moderna penetrou através da televisão. Todos se entregam inteiramente ao gosto de ver, sentir, quase tocar com as mãos…

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