Plinio Corrêa de Oliveira

Ambientes Costumes Civilizações

O gênero de beleza evoluiu do tempo de Luís XIV para o de Luís XV. Enquanto a nota do raffiné de Luís XIV era o imponente, na época de Luís XV o raffiné é o gracioso. Um esplêndido gracioso, mas é um valor menor que o imponente.

Nesta sala do castelo de Fontainebleau(*) notem as formas arredondadas em tudo. Entretanto, os ângulos retos exprimem muito mais a força do que o arredondado, o qual exprime o jeito, a conciliação, o sorriso.

Por outro lado, as cores se tornam mais delicadas. O ar triunfal, que manifestavam as salas de Luís XIV, desapareceu. Não é uma sala para um Rei vencedor do mundo — como Luís XIV pretendia ser, e em certa medida o foi —, mas para um Rei que leva uma vida gostosa e, nas horas vagas, realiza uma reunião de seu Conselho.

Desta sala não resulta a conquista do universo nem a prevenção da Revolução.(**) O ambiente é otimista, de quem não deseja ver o processo revolucionário se formando e adensando. Considerado sob o prisma do maravilhoso, ela o exprime com uma nota de gracioso. Neste sentido, o faz magnificamente. A linha da feeria está inteiramente afirmada. Dir-se-ia que, de algum modo, ela é até mais refinada que os salões de Luís XIV.

Dentro desse gracioso há qualquer coisa de tristonho. Não está presente aquela alegria matinal dos ambientes de Luís XIV. É uma beleza e um gracioso crepuscular, mas com todos os encantos do crepúsculo.

Numa monarquia com uma rainha regente, esta sala estaria adequada — mas não para uma rainha da têmpera de uma Branca de Castela. O ambiente, em todo o seu maravilhoso, poderia servir para lazer num palácio real. Mesmo assim, há algo de perigoso, porque ficando muito tempo aqui, não se tem vontade de passar para outros salões. Ela contém qualquer coisa do anestésico do otimismo, na linha da cançãozinha “Tout va très bien, Madame la Marquise”.

Ambientes Costumes Civilizações

(*) O Castelo de Fontainebleau, na França, foi construído no século XVI pelos monarcas da dinastia de Valois. Quando ela se extinguiu, passou para a dinastia dos Bourbons. Foi ininterruptamente residência real até a Revolução Francesa. Napoleão I e Napoleão III também habitaram o castelo. Depois de Versailles, Fontainebleau é o mais importante dos castelos franceses.

(**) As palavras “Revolução” e “revolucionário” são aqui empregadas no sentido que lhes atribui Plinio Corrêa de Oliveira em seu livro Revolução e Contra-Revolução, publicado primeiramente em Catolicismo, nº 100, abril/1959.

_______

Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 31 de outubro de 1966. Sem revisão do autor.

 

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Ambientes Costumes Civilizações

O gênero de beleza evoluiu do tempo de Luís XIV para o de Luís XV. Enquanto a nota do raffiné de Luís XIV era o imponente, na época de Luís XV o raffiné é o gracioso. Um esplêndido gracioso, mas é um valor menor que o imponente.

Nesta sala do castelo de Fontainebleau(*) notem as formas arredondadas em tudo. Entretanto, os ângulos retos exprimem muito mais a força do que o arredondado, o qual exprime o jeito, a conciliação, o sorriso.

Por outro lado, as cores se tornam mais delicadas. O ar triunfal, que manifestavam as salas de Luís XIV, desapareceu. Não é uma sala para um Rei vencedor do mundo — como Luís XIV pretendia ser, e em certa medida o foi —, mas para um Rei que leva uma vida gostosa e, nas horas vagas, realiza uma reunião de seu Conselho.

Desta sala não resulta a conquista do universo nem a prevenção da Revolução.(**) O ambiente é otimista, de quem não deseja ver o processo revolucionário se formando e adensando. Considerado sob o prisma do maravilhoso, ela o exprime com uma nota de gracioso. Neste sentido, o faz magnificamente. A linha da feeria está inteiramente afirmada. Dir-se-ia que, de algum modo, ela é até mais refinada que os salões de Luís XIV.

Dentro desse gracioso há qualquer coisa de tristonho. Não está presente aquela alegria matinal dos ambientes de Luís XIV. É uma beleza e um gracioso crepuscular, mas com todos os encantos do crepúsculo.

Numa monarquia com uma rainha regente, esta sala estaria adequada — mas não para uma rainha da têmpera de uma Branca de Castela. O ambiente, em todo o seu maravilhoso, poderia servir para lazer num palácio real. Mesmo assim, há algo de perigoso, porque ficando muito tempo aqui, não se tem vontade de passar para outros salões. Ela contém qualquer coisa do anestésico do otimismo, na linha da cançãozinha “Tout va très bien, Madame la Marquise”.

Ambientes Costumes Civilizações

(*) O Castelo de Fontainebleau, na França, foi construído no século XVI pelos monarcas da dinastia de Valois. Quando ela se extinguiu, passou para a dinastia dos Bourbons. Foi ininterruptamente residência real até a Revolução Francesa. Napoleão I e Napoleão III também habitaram o castelo. Depois de Versailles, Fontainebleau é o mais importante dos castelos franceses.

(**) As palavras “Revolução” e “revolucionário” são aqui empregadas no sentido que lhes atribui Plinio Corrêa de Oliveira em seu livro Revolução e Contra-Revolução, publicado primeiramente em Catolicismo, nº 100, abril/1959.

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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 31 de outubro de 1966. Sem revisão do autor.

 

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Num famoso livro de “Orações do Duque de Berry” é representado o castelo francês de Saumur, sobre o rio Loire.

Infelizmente ele foi arrasado nas guerras de religião movidas pelos protestantes calvinistas.

Acabou em ruínas esquecido no período que medeia o fim da Idade Média e passando pela Revolução Francesa chega até nossos dias.

Em décadas recentes, Saumur foi objeto de uma restauração, mas que até agora não conseguiu atingir o nível que teve durante a Idade Média.

É um dos mais belos da Idade Média e um daqueles em que a alma da Idade Média melhor se exprime e melhor se representa.

Saumur foi símbolo de uma época, e de um estilo de viver que associava em feliz consórcio nobres e camponeses, ricos e pobres, todos eles profundamente católicos.

Nele aconteceu um famoso festim oferecido por um rei santo: São Luís IX.

O banquete de Saumur

Em 1237, quando São Luís era um rei muito novo investiu seu irmão Afonso como conde de Poitiers, um riquíssimo, brilhante e populoso feudo.

Lá germinava, infelizmente, um ninho de revoltas da nobreza local!

Atiçados pelo rei Henrique III, da Inglaterra, que sonhava ser rei da França, os senhores feudais não cessavam de fazer intrigas.

Já germinava a discórdia que desfecharia na guerra dos Cem Anos.

Os intrigantes haviam motejado o jovem monarca como “rei dos monges”, como “devoto” incapaz de defender sua herança.

Esta iluminura posterior nos dá uma certa ideia do banquete real
Esta iluminura posterior nos dá uma certa ideia do banquete real

São Luís IX quis conferir à investidura do irmão um caráter oficial e solene. As festas incluíram um famoso banquete em Saumur e foram descritas por Joinville, autor de uma inigualável biografia do rei santo e espécie de primeiro-ministro do conde de Champagne, um dos mais poderosos, ricos e autônomos senhores da França.

— “O rei reuniu uma grande Corte em Anjou. Eu estava lá e dou testemunho que foi a melhor ordenada que já vi”.

E após descrever os grandes homens do reino sentados à mesa em suas brilhantes roupagens, prossegue:

“Atrás deles havia bem aproximadamente 30 cavaleiros vestidos com túnicas de seda que os protegiam. E, por trás dos cavaleiros, um grande número de lacaios com as armas do conde de Poitiers bordadas sobre tafetá.

“O rei estava vestido com uma túnica de seda bordada de cor azul, tendo por cima um manto de seda vermelha bordada e forrada de arminho, com um chapéu de algodão sobre a cabeça, o qual, aliás, não lhe ficava muito mal!!!, porque ele era jovem”.

Assim se apresentou o terceiro franciscano que ia descalço nas procissões, pois assim o exigiam o bem da ordem política e social, a harmonia da ordem cristã, a vocação e o cargo que Deus lhe deu.

Mas, por detrás da deslumbrante festa crepitava o drama.

Com as cerimônias, São Luís quis patentear seu poder supremo sobre o feudo. Mas os insubordinados senhores locais interpretaram-na como provocação e tiraram pretexto para revolta.

Na vitória de Taillebourg, São Luís se afirmou como rei inconteste da França
Com a vitória de Taillebourg, São Luís se afirmou como rei inconteste da França.
Eugène Delacroix, Museu de Versailles

O chefe dos dissidentes era Hugues de Lusignan, conde de la Marche, que a exemplo de Iscariote à mesa com Jesus na Última Ceia, estava sentado à mesa do rei. E seu suserano era o rei da Inglaterra, Henrique III.

A murmuração correu como rastilho de pólvora: São Luís queria usurpar os direitos do rei inglês. A prova? O festim e a nomeação de seu irmão como conde de Poitou!

Louco de raiva, Hugues de Lusignan abandonou Saumur às pressas, prometeu repudiar a vassalagem ao rei da França e montou uma liga militar contra a Coroa.

O rei da Inglaterra garantiu-lhe tropas que viriam por mar. Os amotinados aguardavam reforços da Espanha e o ataque do imperador alemão, que surpreenderia o rei francês pelas costas.

São Luís não se descuidou: estava perfeitamente informado dos planos, tratativas e reuniões secretas dos adversários. E antes de as tropas inglesas desembarcarem, empreendeu a ofensiva!

Os castelos de Hugues de Lusignan capitularam um após outro. E quando o rei inglês pôs o pé em terra com seu exército, era tarde demais. Ele, porém, ousou enfrentar o “rei devoto”.

O choque se deu em Taillebourg, em 1242, batalha completada em Saintes. A carga de cavalaria conduzida pelo santo sobre um soberbo cavalo branco decidiu a batalha e mudou os rumos da Europa feudal.

Saumur se espelha majestosamente nas águas do rio Loire.
Saumur se espelha majestosamente
nas águas do rio Loire.

“Luís — narra o historiador Henri Pourrat (Les Saints de France, Editions Contemporaines Boivin, 1951.) —, à testa de somente oito homens de armas, lançou-se sobre a ponte de Chernete e sustentou o embate de mil ingleses, até o momento em que sua gente chegou, entusiasmada com o feito do rei”.

Séculos depois, o pintor Delacroix imortalizou a façanha. Pouco faltou para o rei inglês cair prisioneiro. A partir de Taillebourg, a Europa ficou sabendo que esse rei dos monges manejava a espada com implacável maestria.

Esplêndido vencedor, São Luís manifestou magnanimidade, inteligência, tato político e visão histórica que impressionaram a Europa feudal.

Seus conselheiros quiseram convencê-lo a despojar os vencidos. O santo reafirmou que isso estava no seu direito, mas não pediu senão aquilo que julgou politicamente inteligente.

Ao rei inglês derrotado cedeu as regiões francesas de Limousin, Périgord, Agenais, Saintonge e parte de Quercy, com a condição de tornar-se seu vassalo mediante o sagrado juramento de vassalagem. Luís IX quis firmar os laços de amor entre os filhos de ambas as coroas.

O rei da Inglaterra passou a lhe prestar as homenagens de um subordinado. Assim fazendo, a Guerra dos Cem Anos ficou adiada de um século.

Ao conde Hugues de Lusignan, chefe dos revoltosos, o rei perdoou um terço dos bens. Retirando-se para suas terras, morreu de desgosto.

Era num contexto de palácio como o de Saumur que giravam os grandes assuntos dos países.

Nos castelos evoluíam almas boas e más. Mas prevaleciam as boas, como São Luís, e eles imprimiam o estilo dos castelos.

Hoje, os personagens públicos são outros e os locais de governo são bem diversos. Sem dúvida neles há maus. Há bons?

Uma coisa é certa os prédios de governo que eles constroem muitas vezes são chatos ou medonhos e, se tem histórias para nos contar, podem ser banais ou sórdidas.

 

(http://castelosmedievais.blogspot.com.br/2015/09/saumur-o-banquete-que-passou-para.html)

 

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fazenda

 

 

Até há bem pouco tempo, o fazendeiro era objeto da consideração e da estima indiscutida de todas as camadas sociais do País. Sua figura, como ela se delineou nas primeiras décadas deste século, é bem conhecida de todos.
Senhor de terras adquiridas pelo trabalho árduo e honrado ou por uma legítima sucessão hereditária, não se contentava em tirar delas, preguiçosamente, o estrito necessário para sua subsistência e a dos seus. Pelo contrário, movido por um nobre anseio de crescente bem-estar e ascensão cultural, aspirava ele ao pleno aproveitamento da fonte de riqueza que tinha em mãos. Para isto, franqueava suas terras largamente às famílias de trabalhadores braçais que, vindos de todos os quadrantes do Brasil e das mais variadas regiões do mundo, procuravam no campo as condições de uma existência honesta e segura. Dedicado de sol a sol à direção da faina rural, o proprietário, associado assim aos trabalhadores braçais na tarefa de tirar do solo recursos de que um e outros iam viver, era verdadeiramente o “pater”, o “patrão” de cujos bens e de cuja atuação todos recebiam alimento, teto, roupa e meios de poupança, na medida da situação e da cooperação de cada qual.
E, como as relações de trabalho, quando bem entendidas, não ficam só em seu âmbito mais restrito, mas naturalmente criam compreensão, estima e mútuo apoio nas várias necessidades da vida, a harmonia entre o fazendeiro e o colono criava, freqüentemente, o hábito de este se aconselhar com aquele, recebendo proteção e amparo nos mais diversos assuntos; como, de outro lado, gerava no trabalhador uma dedicação por vezes heróica a seu patrão. É este um dos mais típicos e luminosos elementos de nossa tradição em matéria de relações de trabalho.
A nítida consciência, na opinião pública, dessa íntima e profunda conjugação de esforços e de interesses, manteve-se por muito tempo em nosso País e, mercê de Deus, ainda em larga medida existe. Era e é um dos melhores títulos do fazendeiro à estima geral.
A história de nossas velhas estirpes de proprietários rurais vem de muito antes da época cujo quadro há pouco traçamos. É a história de uma ascensão. Nascida espontaneamente das profundezas da ordem natural das coisas, a propriedade agrícola deu origem entre nós a uma elite social que foi, de início, composta de desbravadores valentes e dinâmicos, a que sucederam gerações de agricultores fixados em suas glebas e postos em luta constante com a natureza bravia do sertão. Aos poucos, a rudeza da terra se foi atenuando, uma tradição agrícola sempre mais completa foi estabelecendo os métodos de trabalho, os sistemas de plantio e a rotina judiciosa e eficiente das atividades rurais. O agricultor ia, com isto, ficando menos absorvido pelas suas funções. Ao mesmo tempo, as cidades se iam multiplicando e as comunicações com o Velho Mundo se iam tornando mais seguras e rápidas. Firme na base econômica que seu trabalho e o de seus maiores lhe haviam formado, o fazendeiro sentia em si a consciência de que a simples posse de um patrimônio não basta para criar uma elite digna desse nome. Da tradição luso-brasileira, marcada a fundo pela influência cristã, herdara ele valores de alma inestimáveis, que cumpria polir e acrescer no convívio com os centros urbanos do Brasil e do Exterior.
Daí o aparecimento do agricultor meio citadino, no espírito e nas maneiras. Morava ele de bom grado, durante certa parte do ano, na cidade, e não raro frequentava a Corte e viajava para a Europa. Mas dedicava gostosamente a outra parte do ano à vida rural, no contato efetivo e natural com os homens e as coisas do campo.
Sem perder suas raízes na terra, essa elite crescia assim, gradualmente, em instrução, cultura e distinção de maneiras. Por esta forma ela se capacitava para – fiel embora a seu cunho agrícola – fornecer à Nação grande número de intelectuais, de comerciantes, de industriais, de estadistas, de homens e de damas de sociedade, que tanto valor e tanto realce deram à nossa vida política, cultural e social.
Enquanto o fazendeiro, assim transformado, ampliava seu raio de ação em benefício do País, por isto mesmo que não deixara de ser fazendeiro continuava contribuindo para nosso progresso agrícola. A área plantada, o número de famílias vivendo do trabalho na lavoura, o volume da produção e da exportação iam crescendo. E graças às riquezas assim acumuladas, firmava-se no exterior o nosso crédito, e as importações, sem perturbarem nossa balança comercial, iam pari passu avultando. Por esta forma o Brasil, outrora atrasado e sem recursos, se ia apetrechando e adornando com todos os produtos do mundo civilizado.
A lavoura era, por esta forma, a base da prosperidade nacional. O impulso que ela deu ao País se tornou notório ao mundo inteiro. Daí veio a reputação de terra da fartura que o Brasil começou a ter já desde os fins do século XIX. Éramos, com os Estados Unidos e a Argentina, a Canaã para a qual afluíam, cheias de esperança e de dinamismo, as multidões da Europa, do Oriente Próximo e do Extremo Oriente.

(REFORMA AGRÁRIA – QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA – Ed. Vera Cruz – SP – 1960)

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