Paris_Saint-Honoré_d'Eylau1927

Foto: G. Freihalter

Uma admirável e infelizmente pouco conhecida irmã de Luís XVI –– o rei-mártir, vitima da Revolução Francesa ––, falecida a 7 de março de 1802, e em vias de ser beatificada, soube aliar os esplendores de sua ascendência principesca e a condição de rainha com a heroicidade das virtudes

Julio Loredo
Correspondente

Roma – Visitando recentemente uma igreja moderna em Nápoles, chamou-me a atenção a homilia que o sacerdote fazia durante a Missa. Falava ele de uma rainha santa enterrada nessa cidade, figura histórica muito popular entre os napolitanos.

Vivamente impressionado pela personagem, objeto de tanta devoção popular, dirigi-me à velha igreja de Santa Catarina a Chiaia para onde, em número cada vez maior, acorrem os fiéis a fim de venerar os restos mortais de Maria Clotilde de Bourbon, Rainha da Sardenha (1759-­1802), hoje em processo de beatificação.

É evidente que há um trabalho da Providência”, explica-me o Pe. Antonino d’Chiara, jovem e dinâmico vigário de Santa Catarina. “A devoção à Venerável Clotilde de Bourbon estava praticamente moribunda. Porém, de alguns anos para cá, assistimos a uma verdadeira explosão de entusiasmo para com a Rainha perseguida pela Revolução Francesa “.

– “A que atribui o Sr. esta explosão?” , indago curioso.

– “Estamos numa hora histórica muito especial” – responde o sacerdote -; “uma série de preconceitos contra a nobreza estão desaparecendo. Agora começa-se a compreender que pode haver, e de fato houve, muita santidade entre os nobres, mesmo de estirpe real. Eu mesmo estou compreendendo cada vez mais as inter-relações entre nobreza e santidade. A Venerável Maria Clotilde não foi santa apesar de ser rainha. Ela foi santa e rainha. Sua condição de rainha foi vivida com profunda Fé e espírito de sacrifício. Agora esperamos vê-Ia elevada à honra dos altares” .

Maria Clotilde Adelaide de Bourbon nasceu em 23 de setembro de 1759, em meio aos esplendores do Palácio de Versalhes. Neta do Rei Luís XV, filha do Delfim Luís de França, irmã do futuro Rei Luís XVI, Maria Clotilde estava destinada a um porvir à altura de sua condição de princesa real.

Na Corte, a princesinha era como um raio de luz. Escrevendo a sua mãe Imperatriz Maria Teresa, a futura Rainha Maria Antonieta dizia: “A Clotilde é a doçura personificada, composta, sensível e sempre com um sorriso de bondade à flor dos lábios” .

Muito cedo deu mostras de elevada piedade. Aos três anos lia diariamente o Catecismo. Pouco depois, vendo uma tia – a Princesa Luíza, filha de Luís XV – abandonar a vida da Corte para tomar o hábito de carmelita, manifestou o desejo de imitá-la. A razão de Estado, porém, lhe reservara outro destino.

Em 1775, com apenas 16 anos, uniu-se em casamento com Carlo Ema­nuele de Savóia, Príncipe do Piemonte, herdeiro do trono da Sardenha trasla­dando-se para Turim, capital’ de seu novo reino. A Providência lhe foi benigna, pois seu real consorte era também fervoroso católico.

Maria Clotilde logo cativou os corações de seus novos súditos, edificados em ver tanta piedade na jovem princesa vinda da França. As memórias da época são unânimes em ressaltar seu requinte e grandeza, como também sua extraordinária humildade e seu espírito de mortificação. Quando a família real saía à rua para dirigir-se à igreja ou a alguma função de protocolo, o povo se apinhava gritando:

“Vamos ver nossa santa passar!” O próprio Príncipe do Pie­monte freqüentemente pedia que as pessoas se encomendassem à sua esposa, pois “ela é iluminada e mantida pelo Céu” .

“Tanta espiritualidade numa princesa e numa rainha não nos deve espantar” , escreve um biógrafo da santa, o Pe. Giovanni Parisi. “A alta aristocracia e a nobreza em geral conservavam – mesmo nos faustos indispensáveis da vida de corte – ainda íntegros os princípios da moral, da retidão, da devoção à Igreja. Isto é largamente demonstrado pela longa lista de santos e beatos entre as casas reais da Europa. A Casa de Savóia não estava, neste ponto, em último lugar” (1).

Com apenas 24 anos, tendo perdido toda esperança de dar um herdeiro ao trono dos Savóia, de acordo com seu consorte a Venerável fez voto de castidade e decidiu viver com seu esposo na mais perfeita continência. Os dois perseveraram em tal estado até a morte.

Fortaleza diante do tufão revolucionário

A via crucis da Princesa iniciou-se em 1789. Nesse ano, eclodiu a Revolução Francesa que logo começou a perseguir sua família e a trabalhar pela ruína da monarquia estabelecida numa nação cognominada “Filha Primogênita da Igreja” , em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Profundamente devotada aos princípios monárquicos e aristocráticos do Ancien Régime, Maria Clotilde sentiu em sua própria pele, embora à distância, as devastações revolucionárias.

Em agosto de 1789, a Assembléia revolucionária votou a abolição dos direitos feudais. Em 1791 foi a vez do trono cair por terra. Sob a pressão de Robespierre, as prisões começam a en­cher-se de inocentes cujo único “delito” era ser aristocrata ou ter sido acusado de manifestar simpatias pela aristocracia. Começava o Terror, cujos ecos abalaram seriamente a saúde da Venerável.

Em fins de janeiro de 1793, terrível notícia: seu irmão, o Rei Luís XVI, fora guilhotinado! Com admirável resignação, Maria Clotilde se retirou a seus aposentos para chorar sozinha. Era o fim de uma época. Meses mais tarde, chega a fatídica informação de que também sua cunhada, a Rainha Maria Antonieta, tinha sido vitimada pelo ódio satânico da Revolução.

Maria Clotilde mal havia se refeito desses golpes, quando lhe é comunicado que sua irmã Mme. Elizabeth, da qual ela ha­via cuidado como mãe após a morte prematura dos pais, tinha sido condenada pelo Tribunal revolucionário de Paris e guilhotinada pelo simples “crime” de ser princesa de sangue real. O próprio Príncipe do Piemonte deu-lhe a notícia. Deixando cair a cabeça, ela apenas suspirou: “O sacrifício foi feito!”, e caiu desmaiada por terra.

Em 1796, a morte do Rei Vit­torio Amadeo III eleva ao trono do Piemonte o piedoso casal. De natureza belicosa, Vittorio Amadeo III morreu em meio à dor de ver seu Reino se esfarelar por causa da Revolução Francesa, e a conseqüente política napoleônica de estender suas metástases revolucionárias por toda a Europa, abatendo velhos tronos e dinastias.

O novo Rei, Carlo Emanuele IV, torna-se logo alvo de muitas conspirações, milagrosamente sobrevivendo a vários atentados. A isto se somava a constante pressão externa das tropas revolucionárias francesas.

Abdicação e exílio em Nápoles

No dia 8 de dezembro de 1798, cedendo à dupla ameaça interna e externa, Carlo Emanuele IV é forçado a abdicar do trono por pressão direta da França. Após ter colocado o Santo Sudário – que fazia parte da herança da Casa de Savóia – em lugar seguro, a família real teve que fugir para o Sul, em meio aos rigores do inverno.

Em Florença, devido a uma triste coincidência, encontram-se os soberanos sardos com o Papa Pio VI, também ele fugitivo das tropas revolucionárias que tinham invadido Roma e proclamado uma espúria República Romana. Caindo aos pés do Pontífice, o Rei exclamou: “Ah, Santo Padre. Benditas as nossas desgraças que nos conduziram aos pés do Vigário de Cristo!”

Após desventuras sem fim, que muito abalaram a saúde da Rainha, o casal instalou-se em Nápoles, capital do Reino das Duas Sicílias, onde foram recebidos oficialmente pelo Rei Ferdi­nando, já então triunfante sobre as forças revolucionárias que o tinham forçado a refugiar-se temporariamente na Sicília.

Em Nápoles, Maria Clotilde afei­çoou-se especialmente à igreja de Santa Catarina a Chiaia, dos padres da Ordem Terceira de São Francisco, fa­zendo-se ela mesma Terceira Franciscana. O povo napolitano, piedoso e entusiasta, a venerava já em vida como santa. Aos que iam visitá-la, Carlo Emanuele dizia: “Venham, mostrar-lhes-ei meu Anjo”

Morte e glorificação

Porém, chegava a hora do supremo sacrifício. Muito debilitada pelas mortificações, golpeada no mais Íntimo pelas más notícias que lhe chegavam de todas as partes sobre o avanço das idéias revolucionárias, a Rainha Maria Clotilde de Bourbon morreu no dia 7 de março de 1802, com apenas 42 anos de idade. Imediatamente, correu a voz pelas estreitas ruas da cidade: “Morreu uma santa! Ditosa ela que se foi ao Paraíso!” (2).

Enterrada na igreja de Santa Catarina a Chiaia, Maria Clotilde foi logo objeto de devoção popular. O Papa Pio VII a declarou “Venerável” já em 1808. Seu processo de beatificação correu fácil e célere até 1844, ano em que foi bruscamente abandonado por razões políticas, ligadas ao papel que a Casa de Savóia teve na unificação italiana.

Mas o tempo foi deitando sua inexorável poeira sobre os acontecimentos. A causa foi retomada em 1972, e levada a feliz termo dez anos mais tarde pelo infatigável Pe. Gabriele An­dreozzi, Postula­dor Geral das causas dos Terceiros Franciscanos. Nesse ano, a Santa Sé promulgou o decreto sobre a heroicidade das virtudes da Venerável Maria Clotilde de Bourbon, abrindo assim o caminho para sua beatificação.

Apreço atual pela nobreza

Confirmando o clima de renovada veneração pela nobreza que se nota um pouco por toda parte, o fluxo de fiéis à igreja de Santa Catarina não faz senão aumentar. Um Comitê de Honra, do qual fazem parte, entre outros, destacados membros da nobreza napolitana, tomou sobre si a tarefa de difundir o culto à ilustre Rainha.

São realmente muitos os que, nesta belíssima cidade espraiada nas encostas do Vesúvio, desejariam ver elevada à honra dos altares a irmã de Luís XVI, o Rei-mártir da Revolução Francesa. A estes se somam, em todo o mundo, as milhares de almas para quem a Venerável Maria Clotilde de Bourbon-Savóia representa uma excelsa síntese da aristocracia proveniente de seu altÍssimo berço e da virtude cristã, fruto de uma piedade que atingiu os páramos da santidade.

Revista CATOLICISMO – Maio/1995

http://catolicismo.com.br/

__________________________________

NOTAS:

1. Pe. Giovanni Parisi, T.O.R., La Vene­rabile Maria Clotilde, Regina di Sar­degna, Tipografia Samperi, Messina, 1992, p. 5.

2. O Rei Carlos Emanuele IV posteriormente refugiou-se em Roma, onde viveu uma vida de recolhimento e oração no noviciado dos jesuítas, em Santo Andrea al Quirinale. Teve uma morte edificante em 1819.

Share

{ Comments on this entry are closed }

429px-Vitrail_Cathédrale_de_Moulins_160609_23

Os infiéis, tomados de espanto (devido às vitórias dos francos) nada melhor acharam para fazer do que mandar uma embaixada de Ascalom, de Cesareia e de Tolemaida, a Godofredo, para saudá-lo da parte daquelas cidades. A mensagem estava assim redigida:
“O Emir de Ascalom, o Emir de Cesareia e o Emir de Tolemaida ao Duque Godofredo e a todos os outros, saudação. Nós te suplicamos, mui glorioso duque e muito magnífico, que, por tua vontade, nossos cidadãos possam sair para seus negócios em paz e segurança. Nós te mandamos dez bons cavalos e três boas mulas, e todos os meses te oferecemos, a título de tributo, cinco mil bizantinos”.

O Rei de Jerusalém levou suas armas vitoriosas além do Líbano, até os muros de Damasco; ele fez ao mesmo tempo várias outras incursões na Arábia, de onde voltava sempre com um grande número de escravos, cavalos e camelos.

Sua fama estendia-se cada vez mais: comparavam-no a Judas Macabeu pelo valor; a Sansão pela força de seu braço, e a Salomão pela sabedoria de seus conselhos.

Os francos que haviam ficado com ele abençoavam seu reinado e sob sua dominação paterna eles esqueciam até sua antiga pátria.

Godofredo exalou seu último suspiro a 17 de julho, um ano depois da tomada de Jerusalém. Alguns historiadores deram-lhe o título de rei, outros chamaram-no de duque cristianíssimo.

No reino que tinha fundado, ele era freqüentemente proposto como modelo aos príncipes e aos guerreiros.

Seu nome lembra ainda hoje as virtudes de tempos heróicos e deve viver entre os homens tanto quanto a lembrança das cruzadas.

Foi sepultado ao pé do Calvário.

Fonte: Joseph-François Michaud – “História das Cruzadas”

 

 

http://gloriadaidademedia.blogspot.com/

 

Share

{ Comments on this entry are closed }

No dia de Natal de 1067, há perto de um milênio, o nobre Roger de Montgomery erigiu um castelo em Arundel, West Sussex, Inglaterra.

Roger foi feito conde de Arundel pelo novo rei inglês Guilherme o Conquistador.

Propriedade familiar a partir do século XI, o castelo é a sede principal da família dos Duques de Norfolk há mais de 400 anos .

E isto está relacionado com a história do catolicismo perseguido na Inglaterra pelo protestantismo.

Arundel: vista aérea do castelo-fortaleza e palácio.
Arundel: vista aérea do castelo-fortaleza e palácio.

A fortificação inicial de Arundel vigiava a entrada do rio Arun que lhe empresta o nome.

Era uma posição defensiva diante de uma possível invasão proveniente da França.

A estrutura original tinha a rudeza das construções militares e provavelmente foi de madeira.

Após pertencer a Roger de Montgomery, o castelo passou de família em família, até que em 1138 William d’Aubigny II começou a erguer o castelo de pedra.

Em 1139, a imperatriz Matilde se alojou no castelo e os apartamentos construídos para ela em pedra perduram até hoje.

A última herdeira do castelo, Mary FitzAlan, irmã do 19º duque de Arundel, casou com Thomas Howard, 4º Duque de Norfolk.

Desde então, os problemas com a coroa inglesa foram contínuos.

Isso porque os duques de Norfolk se recusaram até hoje a aderir ao protestantismo, sendo por isso um dos mais eminentes representantes do Recusacionismo.

Em 1572 a Coroa executou o duque de Norfolk e confiscou Arundel, pelo ‘crime’ de conspiração em favor da Rainha da Escócia e legítima herdeira da Coroa inglesa, Mary Stuart, que era católica.

A acusação foi maldosa e Arundel voltou para a família dos duques de Norfolk.

Arundel: capela dos condes da dinastia da família FitzAlan.
Arundel: capela dos condes da dinastia da família FitzAlan.

Em 1846, a famosa rainha Vitória e seu marido, o príncipe consorte Alberto, visitaram Arundel.

Para essa ocasião, Henry Charles Howard, 13º Duque de Norfolk, remodelou o castelo.

A rainha Vitória chegou no dia 1º de dezembro de 1846, tendo ficado admirada pelo requinte dos apartamentos e a beleza dos jardins.

Quase todos os locais do castelo que a rainha conheceu foram cuidadosamente restaurados e conservados.

Os quartos usados pela soberana hoje fazem parte dos apartamentos da família dos duques de Norfolk.

Os elogios da rainha Vitória animaram o 14º Duque, que reiniciou a reforma do castelo, a qual foi completada pelo 15º Duque de Norfolk no ano 1900.

Arundel: grande galeria do castelo.
Arundel: grande galeria do castelo.

Os Duques de Norfolk, representados atualmente pelo 18º Duque, Edward Fitzalan-Howard, ostentam o título de “Earl Marshal of England”, ou Marechal Hereditário da Inglaterra.

O Ducado de Norfolk é um dos últimos títulos britânicos que conserva o direito hereditário de fazer parte da Câmara dos Lordes, e o seu detentor é designado como “Primeiro dos Duques Pares da Inglaterra”.

Por isso, podemos vê-lo recebendo e acompanhando a rainha sempre que ela vai à Câmara dos Lordes, como também quando ela pronuncia em grande pompa o discurso anual de abertura das sessões.

Enquanto conde de Arundel, o Duque de Norfolk é o “Primeiro Conde” do reino, pois chefia uma das primeiras famílias aristocráticas da Inglaterra.

Além do mais, todos os antigos e atuais duques descendem do rei Santo Eduardo I ( 1004-1066) o Confessor, da Inglaterra.

Lord Henry Howard, oitavo duque de Norfolk
Lord Henry Howard, oitavo duque de Norfolk

A família é tradicionalmente católica e foi o principal representante do Recusacionismo inglês, isto é, dos católicos, e especialmente dos nobres, que recusaram a Revolução Protestante, padecendo até a morte por causa disso.

Toda esta história modelou o castelo, conferindo-lhe um acúmulo de força, elegância e distinção, com um ar quase principesco.

Em primeiro lugar, destacam-se as torres medievais, sem janelas, com apenas algumas seteiras – aberturas no muro para se poder lançar flechas – coroadas de ameias.

Essas torres delimitam o perímetro do castelo e são completadas por muros também fechados que circundam todas as instalações. A preocupação militar é dominante.

Bem protegidas pelas torres, encontramos as partes construídas ou reformadas nos séculos posteriores.

A preocupação dominante dos pavilhões foi de abrir grandes janelas góticas para dar entrada à luz nas partes habitadas.

Arundel: re-encenações da vida medieval.
Arundel: re-encenações da vida medieval.

O pátio interior, bem ajardinado, reflete a mistura de elementos que dominam no exterior.

A capela do castelo é aristocrática e medieval, está impregnada de imponderáveis sobrenaturais.

Nela estão enterrados os antepassados dos nobres proprietários.

As estalas para monges ou cônegos ocupam boa parte dela.

Escudos e bandeiras com as armas dos duques de Norfolk estão afixadas nas paredes.

O passado histórico do castelo inspira reencenações de momentos da vida medieval inglesa, como justas e batalhas.

Arundel é como um relicário em ponto pequeno que dá uma certa ideia de como teria sido a Inglaterra se não tivesse ficado protestante.

 

http://castelosmedievais.blogspot.com.br/2014/11/arundel-castelo-dos-duques-

 

Share

{ Comments on this entry are closed }

Festa da coroação do Imperador Romano-Alemão

December 28, 2014

Maximiliano II começou em 1564 a série de Imperadores eleitos de Frankfurt. A partir desse momento, a sala principal do magnífico edifício central de Frankfurt, o Rómer, serviu para a proclamação dos Imperadores, e denominou-se esta sala Kaisersaal, Sala do Imperador. E’ um recinto oblongo, vasto, discretamente iluminado em sua extremidade oriental por cinco estreitas […]

Share
Read the full article →

Viagem do Príncipe Imperial Conde d’Eu aos Estados do Sul do Brasil

November 30, 2014

  Ata da Sessão Especial realizada pela Câmara Municipal de Rio Negro – Paraná “Sessão especial do dia dez de dezembro de 1884. Presidência do Senhor Miguel José Grein. Aos dez dias do mês de dezembro do ano de mil oitocentos e oitenta e quatro, nesta Villa do Rio Negro, no Paço da Câmara Municipal, […]

Share
Read the full article →

Princesa Isabel encontra o Bispo Dom Laranjeira

November 10, 2014

Carta da Princesa Isabel ao Imperador seu pai, por ocasião da viagem ao Rio Grande do Sul, em companhia do Conde d’Eu e dos Príncípes Dom Pedro e Dom Luís.   6 de janeiro de 1885   Às 7 fomos ao Mercado. Muito bonito e grande, cheio de frutas e legumes. Muitas negras bahianas se […]

Share
Read the full article →

A carruagem

October 19, 2014

  Em relação aos veículos modernos: progresso ou retrocesso? Carruagem ou trono ambulante? Evidentemente, a foto é de uma carruagem, mas lembra um trono. Tudo nela foi estudado em função do passageiro. Em primeiro lugar, considere-se a parte prática: as rodas e as molas para que, nas estradas daquele tempo, a carruagem se movimentasse sem […]

Share
Read the full article →

Impulso da nobreza à conversão, rende copiosos frutos na Coréia do Sul

October 1, 2014

Na Coreia do Sul, entre 1960 e 2010, a população passou de 23 para 48 milhões. Os católicos cresceram perto de 3% ao ano, perfazem 11% (5,5 milhões) da população, e podem chegar a 20% em 2020, noticiou o site www.chiesa. Nesse período, os sacerdotes coreanos aumentaram de 250 para 5.000. Cada paróquia realiza anualmente […]

Share
1 comment Read the full article →

Compatibilidade entre o ideal militar e o ideal cristão

August 24, 2014

 Papa Bento XIV   Carta do Papa Bento XIV de louvor à Ordem de Malta, por sua heroica defesa da Cristandade ameaçada pelas forças muçulmanas “A Ordem Hierosolimitana tem um lugar de escol entre as Ordens militares que, com satisfação Nossa, sustentam a Religião Católica e a defendem corajosamente contra seus inimigos. Para glória de […]

Share
Read the full article →

Compatibilidade entre o ideal militar e o ideal cristão

August 24, 2014

Carta do Papa Bento XIV de louvor à Ordem de Malta, por sua heroica defesa da Cristandade ameaçada pelas forças muçulmanas “A Ordem Hierosolimitana tem um lugar de escol entre as Ordens militares que, com satisfação Nossa, sustentam a Religião Católica e a defendem corajosamente contra seus inimigos. Para glória de Cristo, esta Ordem move […]

Share
Read the full article →

O nobre francês – Coragem, gentileza, distinção e beleza de gestos

August 5, 2014

                                                                                 Rei Francisco I e Imperador Carlos V         O nobre francês rivaliza em coragem com os mais corajosos dentre os fidalgos europeus. Sem embargo conserva uma gentileza, uma distinção, uma beleza de gestos que indicam o requinte de sua educação e da civilização que o formou.            Forte e ao mesmo tempo requintadamente […]

Share
Read the full article →

O relacionamento humano medieval

July 22, 2014

Na sociedade medieval os relacionamentos humanos não eram tanto baseados nos contratos de serviço, mas nos contratos pessoais em que um homem se dá inteiro e recebe uma proteção total. Hoje, os contratos entre patrão e empregado, ou entre patrão e patrão, empregado e empregado, são contratos trabalhistas, contratos de compra, venda, empréstimo, etc., e […]

Share
Read the full article →

O culto do número e o mecanicismo revolucionário

June 29, 2014

Vaso de porcelana de Sèvres – Exemplo de qualidade nascida da Cultura (foto: P. poschadel) Número é uma palavra que supõe a noção de quantidade. Bem distinta desta é a noção de qualidade. O culto do número é o estabelecimento de uma ordem de coisas na qual a quantidade seja critério supremo. Evidentemente, tal ordem […]

Share
Read the full article →