519px-Benoit_XIV Papa Bento XIV

 

Carta do Papa Bento XIV de louvor à Ordem de Malta, por sua heroica defesa da Cristandade ameaçada pelas forças muçulmanas

“A Ordem Hierosolimitana tem um lugar de escol entre as Ordens militares que, com satisfação Nossa, sustentam a Religião Católica e a defendem corajosamente contra seus inimigos.
Para glória de Cristo, esta Ordem move o mais duro combate contra os muçulmanos, os piores entre os celerados. Com todas as suas forças, ela protege sem descanso as fronteiras da Cristandade contra as incursões deles. Para nela ser admitido como soldado, é preciso fazer prova de nobreza; mas também, a fim de poder combater mais facilmente e ser mais livre e mais apto para os trabalhos que se preveem, é necessário renunciar às facilidades da vida doméstica e fazer voto de castidade. Eis por que Nós, elevado pela graça de Deus à Sé suprema de São Pedro, desejando dar um testemunho da benevolência pontifícia a esta Ordem ilustre, que tanto mereceu já da Igreja e da Santa Sé, decidimos conceder-lhe importantes privilégios e socorrê-la em suas necessidades atuais”.

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(Da Carta Quoniam Inter de Bento XIV, de 17 de dezembro de 1743, dirigida à Ordem Militar Hospitalar de São Joao de Jerusalém, conhecida também como Ordem de Malta).

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Carta do Papa Bento XIV de louvor à Ordem de Malta, por sua heroica defesa da Cristandade ameaçada pelas forças muçulmanas

“A Ordem Hierosolimitana tem um lugar de escol entre as Ordens militares que, com satisfação Nossa, sustentam a Religião Católica e a defendem corajosamente contra seus inimigos.
Para glória de Cristo, esta Ordem move o mais duro combate contra os muçulmanos, os piores entre os celerados. Com todas as suas forças, ela protege sem descanso as fronteiras da Cristandade contra as incursões deles. Para nela ser admitido como soldado, é preciso fazer prova de nobreza; mas também, a fim de poder combater mais facilmente e ser mais livre e mais apto para os trabalhos que se preveem, é necessário renunciar às facilidades da vida doméstica e fazer voto de castidade. Eis por que Nós, elevado pela graça de Deus à Sé suprema de São Pedro, desejando dar um testemunho da benevolência pontifícia a esta Ordem ilustre, que tanto mereceu já da Igreja e da Santa Sé, decidimos conceder-lhe importantes privilégios e socorrê-la em suas necessidades atuais”.

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(Da Carta Quoniam Inter de Bento XIV, de 17 de dezembro de 1743, dirigida à Ordem Militar Hospitalar de São Joao de Jerusalém, conhecida também como Ordem de Malta).

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Franz_I_und_Karl_V                                                                                 Rei Francisco I e Imperador Carlos V

 

 

    O nobre francês rivaliza em coragem com os mais corajosos dentre os fidalgos europeus. Sem embargo conserva uma gentileza, uma distinção, uma beleza de gestos que indicam o requinte de sua educação e da civilização que o formou. 

          Forte e ao mesmo tempo requintadamente civilizado, ele é o mais gentil, o mais amável na guerra como na paz; o mais brilhante na indumentária, tanto na guerra como no salão de festas; o mais cortês, o mais atencioso, até mesmo com prisioneiros de alta categoria que porventura tenha feito durante o combate.

          Um exemplo histórico:

           Francisco I, Rei da França (1494–1547), depois de perder na Itália em 1525 a batalha de Pavia, foi preso pelas tropas espanholas. Antes de ser entregue ao exército do Imperador Carlos V (1500–1558), escreveu uma carta à sua mãe, na qual dizia: “Madame, tout est perdu hormis honneur. François”.

        De modo respeitoso e elegante ele se dirige à própria mãe com o tratamento de Senhora. Depois acrescenta “tudo está perdido exceto a honra”. Ou seja, quando a honra não está perdida, não se perdeu nada.

          Carlos V, em vez de receber Francisco I com honras reais, mandou colocá-lo numa horrível prisão com a intenção de forçá-lo a assinar um tratado marcadamente favorável ao Império.  

           Libertado, Francisco I saiu da prisão com a altaneria de um sol que nasce, demonstrando uma dignidade de pasmar.

          Tempos depois, recebe ele uma carta de Carlos V explicando que precisava atravessar o território francês e solicitando-lhe a garantia de que não seria preso nem sofreria qualquer lesão de seus direitos.

          Qual a atitude de Francisco I?

         Ele poderia ter concedido um salvo-conduto a Carlos V com a intenção traiçoeira de aprisioná-lo e de encerrá-lo numa masmorra. Ou abertamente ameaçado: Não vos deixo passar; se entrardes em meu território, prender-vos-ei e vos colocarei numa enxovia semelhante àquela em que Vossa Majestade me lançou.

O monarca francês, pelo contrário, deu ao Imperador todas as garantias desejadas. Recebeu-o com festas esplêndidas, acompanhou-o num trecho de sua viagem, e por fim despediu-se dele com elegância e cortesia.

         É um modo de ser verdadeiramente senhor e nobre.

__________________________________

Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em 1º de maio de 1993. Sem revisão do autor.

 

(Revista CATOLICISMO – setembro/2005 – www.catolicismo.com.br)

 

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O relacionamento humano medieval

July 22, 2014

Na sociedade medieval os relacionamentos humanos não eram tanto baseados nos contratos de serviço, mas nos contratos pessoais em que um homem se dá inteiro e recebe uma proteção total. Hoje, os contratos entre patrão e empregado, ou entre patrão e patrão, empregado e empregado, são contratos trabalhistas, contratos de compra, venda, empréstimo, etc., e […]

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O culto do número e o mecanicismo revolucionário

June 29, 2014

Vaso de porcelana de Sèvres – Exemplo de qualidade nascida da Cultura (foto: P. poschadel) Número é uma palavra que supõe a noção de quantidade. Bem distinta desta é a noção de qualidade. O culto do número é o estabelecimento de uma ordem de coisas na qual a quantidade seja critério supremo. Evidentemente, tal ordem […]

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Conselheiro João Alfredo

June 11, 2014

  Dr. João Alfredo Corrêa de Oliveira (1835-1919), tio-avô de Plinio e presidente do Conselho de Ministros do Império, autor da célebre lei Áurea que, em 1888, aboliu a escravidão no Brasil Ignoramos as razões por que o riquíssimo arquivo deixado pelo conselheiro João Alfredo ainda não tentou o talento e a curiosidade de algum […]

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A legitimidade por excelência

June 1, 2014

  Em geral, a noção de legitimidade tem sido focalizada apenas com relação a governos. Atendidos os ensinamentos de Leão XIII na Encíclica Au Milieu des Solicitudes, de 16 de fevereiro de 1892, não se pode entretanto fazer tabula rasa da questão da legitimidade governamental, pois é questão moral gravíssima que as consciências retas devem […]

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A conversão admirável de uma princesa

May 18, 2014

  Cid Alencastro   Retrato da princesa Ana de Gonzaga de Clèves, princesa palatina, nasceu em 1616.(1) Teve importante papel político na França durante a minoridade do Rei Luís XIV. Ao ficar viúva em 1663, se bem que já tivesse 47 anos de idade, espantou a corte francesa pela licenciosidade de seus costumes e seu […]

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São Luís IX: afabilidade de santo, rei e guerreiro

April 27, 2014

Luis Dufaur   Jean de Joinville, senescal de Champagne uniu-se à Sétima Cruzada organizada pelo rei São Luís IX em 1244. Durante a campanha militar, Jean foi conselheiro e íntimo confidente do rei, participando de muitas de suas decisões. Após a morte do rei santo, ocorrida na Tunísia em 1270 durante a Oitava Cruzada, a rainha Jeanne […]

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Carta inédita de São João Bosco a Francisco José, imperador da Áustria-Hungria

April 20, 2014

  No Segredo de La Salette Nossa Senhora considera que o futuro da Igreja e o futuro da ordem temporal estão intimamente ligados. Na carta a seguir de São João Bosco ao imperador da Áustria-Hungria – naquele tempo o maior chefe de Estado da Europa – encontramos a mesma percepção dessa interrelação. São João Bosco […]

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Rainhas Maria Stuart e Maria Antonieta: sublimadas pela morte

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  A História dá exemplo de vários reis e rainhas que, enquanto tais, tiveram uma atuação e um comportamento muito a desejar, tanto por seus erros como por suas omissões, tanto na esfera política como no campo moral. Tais governantes, entretanto, confrontados com uma situação de infortúnio, que para eles se configurava como a condenação […]

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Carlos Magno exorta bispos e abades a alfabetizarem todos os que possam aprender

March 16, 2014

  Santo Amando, bispo de Maastricht, dita seu testamento. Vida e milagres de Santo Amando, século XII. Biblioteca Municipal de Valenciennes, Ms.501, f.58v-59   No livro “Charlemagne” de Alphonse Vétault (Tours, Ed. Alfred Mame et fils, 1876) se encontra uma Epístola ad Baugulfum abbatem Fuldens. É uma carta do imperador Carlos Magno endereçada a esse abade de […]

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Esplendor e elevação nos trajes nobres

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Interessante mostra em Versalhes despertou a admiração do público, atraído pela beleza e elevação cultural de séculos passados Marcelo Dufaur Paris –– A mão é de um adolescente apenas saído da infância. Delicada e régia, franzina e forte, envolvida em rendas e sedas, pérolas e pedras preciosas, esboçando um gesto discreto mas soberano, a mão de […]

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